lunes, 13 de julio de 2015

Ensaio

É evidente a mudança que aconteceu nas industrias audiovisuais nos últimos anos, as causas que podem explicar-as podemos enquadrar-as no ano 2008 onde convergem os avances tecnológicos que fazem possível a digitalização da televisão e o acesso (quase) universal à Internet, com a crise económica mundial. Isso fomentará a pesquissa de formas mais baratas para o acesso aos conteúdos mediante dispositivos económicos para o usuário e novas plataformas de distribução que renovarán em poucos anos a forma de consumo em todas as áreas das Indústrias Culturales (por exemplo, Spotify na música).
Podemos encontrar as seguintes características nos contenidos que estão a ser feitos nas industria audiovisual atual:
- Ubiquidade: O acesso aos conteúdos pode fazer-se desde qualquer lugar do planeta por a existência duma tecnología especializada para isso, como por exemplo o 4G ou a ‘Televisão Digital em Mobilidade’.
- Surgimento de novas plataformas de distribução que desmarcam-se das formas de acesso convencionais. Estas fazem o consumo não lineal e ubiquo, assim cada usuário pode fazer uma grelha de televisão própia para as suas necessidades concretas. 
- Conteúdos ‘multiplataforma’, ‘crossmedia’ e ‘transmedia’ que fazem uma nova dimensão narrativa e formal dos mesmos e afecta à relação entre produtor e consumidor.
- Figura do ‘Prosumer’: Produtor/Consumidor. O usuário destos conteúdos toma um papel fundamental na narrativa dos mesmos e modifca-os coletivamente numa relação de bidireccionalidade.
- Há uma importante barreira geracional que diferencia a forma do consumo daquelas pessoas que nunca tiveram relação com as tecnologías e os chamados ‘nativos digitais’

As redes sociais tem uma grande influência na produção televisiva porque agora é possível conhecer a ‘Audiência Social’ (as reaciois que os espectadores tem ante os programas de televição nas redes sociais). Assím as productoras podem criar conteúdos e formatos específicos que afectarán ao futuro da televisão a configurar colectividades de audiencias ubiquas, a concentrar os produtos audiovisuais à nichos de mercado concretos para criar assim audiências afimes. Com isto terminará o consumo de massas como era compreendido, para fazer um consumo minoritário localmente mais de massa a nível global.  
Esta tendência consumo não lineal (que tendrá no futuro uma validade total quando sejan superadas as barreiras geracionais) também afectará à forma de programação na televisão, que irá perdidando todas as estratégias de grelhas com as que as cadeias de televisão queríam diferenciar-se para conseguir audiência.

Este desenvolvimento na tecnología permete aos creadores de contenidos multimedia a posiilidade duma expansião por todos os meios de comunicação das suas histórias, o que crea assim uma filiação do consumidor ao produto. Destes produtos transmediáticos ja temos exemplos na história dos media: a forma em que Matrix desenvolviou-se pelos filmes, em com bds, em jogos do computador; o universo de Warcraft que começou como um jogo de cartas e que consigiou crear um universo propio digital on-line 24h, além de livros e cómics; ou Lost, posívelmente o sucesso mais claro dos contenidos transmedia, e que ja é a pedra de toque de todo o desenvolvimento em produção posteiror. Estes produtos conseguem expander o seu universo creativo além dum só meio e é por isso que tem tanto interesse na atualidade. Agora mesmo são as séries televisivas as que tomaram o relevo do cinema em quanto à creatividade e é por isso que o público demanda novos formatos, novas histórias e novas estéticas.  Isto, que començou com a série como dizemos com a série ‘Lost’ há feito da televisão o lugar de qual saem as novas narrativas do século XXI, o qual atrai a muitos artistas do séptimo arte que nunca havíam pensado fazer esta mudança. Os episódios de Broadwalk Empire regidos por Martin Scorssese, a relaçao de Penny Dreadful com J.A Bayona, ou que David Fincher seja o réalizador da adaptação aos EUA de Utopia som exemplo disto. Também os atores que antes eram muito criticados por trabalhar na televisão agora vem consolidada su currículum como Matthew McConaughey em True Detective ou Jessica Lange, estrela de American Horror Story. Esta transmediaticidade pode ser percebida em produtos como “Game of Thrones”, que vem das novelas de R.R Martin; em Bates Motel, inspirado nas personagem do filme de Hitchcock “Psycho” mais adaptadas a atualidade, enlargando-as numa nova história; “The Walking Dead”, uma das séries mais vistas em todo o mundo e que toma como referencia uma bd, mais depois alarga o seu universo própio que crescerá no spin-off “Fear of the Walking Dead”.  

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