É evidente a mudança que aconteceu nas industrias audiovisuais nos últimos anos, as causas que podem explicar-as podemos enquadrar-as no
ano 2008 onde convergem os avances tecnológicos que fazem possível a
digitalização da televisão e o acesso (quase) universal à Internet, com a crise
económica mundial. Isso fomentará a pesquissa de formas mais baratas para o
acesso aos conteúdos mediante dispositivos económicos para o usuário e novas
plataformas de distribução que renovarán em poucos anos a forma de consumo em
todas as áreas das Indústrias Culturales (por exemplo, Spotify na música).
Podemos encontrar as
seguintes características nos contenidos que estão a ser feitos nas industria
audiovisual atual:
- Ubiquidade: O acesso
aos conteúdos pode fazer-se desde qualquer lugar do planeta por a existência
duma tecnología especializada para isso, como por exemplo o 4G ou a ‘Televisão
Digital em Mobilidade’.
- Surgimento de novas
plataformas de distribução que desmarcam-se das formas de acesso convencionais.
Estas fazem o consumo não lineal e ubiquo, assim cada usuário pode fazer uma
grelha de televisão própia para as suas necessidades concretas.
- Conteúdos
‘multiplataforma’, ‘crossmedia’ e ‘transmedia’ que fazem uma nova dimensão
narrativa e formal dos mesmos e afecta à relação entre produtor e consumidor.
- Figura do ‘Prosumer’:
Produtor/Consumidor. O usuário destos conteúdos toma um papel fundamental na narrativa
dos mesmos e modifca-os coletivamente numa relação de bidireccionalidade.
- Há uma importante
barreira geracional que diferencia a forma do consumo daquelas pessoas que
nunca tiveram relação com as tecnologías e os chamados ‘nativos digitais’
As redes sociais tem
uma grande influência na produção televisiva porque agora é possível conhecer a
‘Audiência Social’ (as reaciois que os espectadores tem ante os programas de
televição nas redes sociais). Assím as productoras podem criar conteúdos e
formatos específicos que afectarán ao futuro da televisão a configurar
colectividades de audiencias ubiquas, a concentrar os produtos audiovisuais à
nichos de mercado concretos para criar assim audiências afimes. Com isto
terminará o consumo de massas como era compreendido, para fazer um consumo
minoritário localmente mais de massa a nível global.
Esta tendência consumo
não lineal (que tendrá no futuro uma validade total quando sejan superadas as
barreiras geracionais) também afectará à forma de programação na televisão, que
irá perdidando todas as estratégias de grelhas com as que as cadeias de
televisão queríam diferenciar-se para conseguir audiência.
Este desenvolvimento na
tecnología permete aos creadores de contenidos multimedia a posiilidade duma
expansião por todos os meios de comunicação das suas histórias, o que crea
assim uma filiação do consumidor ao produto. Destes produtos transmediáticos ja
temos exemplos na história dos media: a forma em que Matrix desenvolviou-se
pelos filmes, em com bds, em jogos do computador; o universo de Warcraft que
começou como um jogo de cartas e que consigiou crear um universo propio digital
on-line 24h, além de livros e cómics; ou Lost, posívelmente o sucesso mais
claro dos contenidos transmedia, e que ja é a pedra de toque de todo o
desenvolvimento em produção posteiror. Estes produtos conseguem expander o seu
universo creativo além dum só meio e é por isso que tem tanto interesse na
atualidade. Agora mesmo são as séries televisivas as que tomaram o relevo do
cinema em quanto à creatividade e é por isso que o público demanda novos
formatos, novas histórias e novas estéticas. Isto,
que començou com a série como dizemos com a série ‘Lost’ há feito da televisão
o lugar de qual saem as novas narrativas do século XXI, o qual atrai a muitos
artistas do séptimo arte que nunca havíam pensado fazer esta mudança. Os
episódios de Broadwalk Empire regidos por Martin Scorssese, a relaçao de Penny
Dreadful com J.A Bayona, ou que David Fincher seja o réalizador da adaptação
aos EUA de Utopia som exemplo disto. Também os atores que antes eram muito criticados
por trabalhar na televisão agora vem consolidada su currículum como Matthew
McConaughey em True Detective ou Jessica Lange, estrela de American Horror
Story. Esta transmediaticidade pode ser percebida em produtos como “Game of
Thrones”, que vem das novelas de R.R Martin; em Bates Motel, inspirado nas
personagem do filme de Hitchcock “Psycho” mais adaptadas a atualidade, enlargando-as
numa nova história; “The Walking Dead”, uma das séries mais vistas em todo o
mundo e que toma como referencia uma bd, mais depois alarga o seu universo própio
que crescerá no spin-off “Fear of the Walking Dead”.
No hay comentarios:
Publicar un comentario