lunes, 13 de julio de 2015

ERMELINDA, ou a Culpa é dos Chineses



Direção de Arte

Num primer lugar o meu objetivo era ter realizado o projeto que na cadeira de TAR eu estive a desenvolver como umo dos nove projetos que saíram elegidos pelos profesores. No entanto não formou parte dos quatro projetos finais, pelo qual eu tenía de procurar um outro e ter uma função là. Nesta altura eu quis formar parte da equipa de “Ermelida, ou à culpa é dos chineses” desenvolvido pelo Carlos Rosales a fazer a direção de arte do filme. Não estive acompanhado por nenhúm assistente.
As primeras conversas foram sobre as necessidades que o projeto tinha: precissávamos dum salão da casa duma família de clase media-baixa, que poderíamos enquadrar num entorno rural numa aldeia do norte do Portugal. Este quarto precissava de tres áreas:  a zona da televisão com sofás e caderões que tinha uma importância especial porque a personagem da avô ia abrir cada sequência desde o seu caderão; a outra zona era para as refeições da família, com uma mesa e algumas cadeiras; e a outra era uma zona intermedia, para o ferro que numa altura aparece. Também falamos nestas conversas do estilo visual, sempre tínhamos claro as referências: “A Gaiola Dourada” e “Qué Faz eu à Deus?”. Mais não foram só referências de outros filmes, também utilicei um archivo de imagems que o Carlos Rosales no qual aparecíam imagems de casas antigas e da sua decoração: naperões, quadros de pretos a tocar instrumentos, o menino a chorar de Bruno Amadio (o que para mí se convirtiou numa cosa absolutamente necessária na nossa casa), e fotografías velhas. Nesta altura também falamos de qual podería ser a melhor manera de fazer a construção do escenário, e combinamos com o grupo que tinha as gravações antes de nós para fazer-o juntos sob um mesmo plano de chão.
No princípio da construção do escenário ja tivemos muitos problemas com o outro grupo. Mesmo que nós tínhamos chegado a uma idea común para o mapa do chão, esta mudou no último momento e quando ja estávamos mesmo no estúdio a construir as paredes tivemos de voltar a cambiar o nosso disenho que tinha tres portas em total  (que ao princípio tentamos de arranjar ocultando uma das portas e convirtiendo a outra num corredor) para estar acorde com o seu. Un lío. Outro dos problemas foi que o papel de pared sobre o qual nos íamos pintar as paredes não ficou bem e tivemos de tirar e colar uma outra vez em duas ocasiones mais. Pelo qual aquela decisão de fazer conjunta esa parte por rações económicas não resultou e no final foi ainda mais caro. Para os outros problemas que surgiram durante a construção do escenário (cómo crear a janela e a porta)  tivemos a inestimável ajuda dos rapazes da oficina.
Para arranjar a mobília e o atrezzo necessário partimos de três ideas: falar com teatros e organizações teatrais (como o Teatro Turim) que puderam nos emprestar cenas para nosso projeto, falar com os Emáus quem tem um almazém com infinidade de coisas e com os quais poderíamos chegar a um arranjo (isto ja foi feito por alunos da lusófona em projetos anteriores e dio-lhes jeito), ou também com a Produtora  Plural. Finalmente decidimos de arranjar a maior parte da mobília da Produtora Plural e as cenas de decoração e atrezzo do filme dos Emaús, porque a função que eles fazem (recoger mobília para reparar-a como projeto social) tinha mais a ver estilísticamente com a nossa família de clase media-baixa. Là conseguimos arranjar, também, o menino a chorar que preside o décor. Nesta parte do decorado também foram importantes as pequenas coisas que cada um conseguía trazer que suas avôs emprestavam-lhes muito caritativamente, assim como as flores de plástico que compramos e as molduras para fotos antigas que eu estive a procurar na rede.  Neste apartado tentei de seguir os conselhos que a professora de Desenho de Produção dio-nos antes de começar com o projeto: na decoração tentar de não caer em clichés, procurar a situação geográfica da família, a sua clase económica e social, o seu lugar na aldeia, tentar de crear profundidade no escenário.
Para o guardarroupa, asunto do qual eu também estive ocupado fui a vários dos ensaios com os atores para ver os tamanhos dos seus corpos e qué cores o tipos de roupa poderiam ficar-lhes melhor. Ista tarea foi muito fácil porque ja com o guião na mão era muito fácil perceber as necessidades de cada personagem enquanto ao guardarroupa.  
As filmagems decorreram muito bem e a una velocidade increível. Por causa do todo o trabalho que tínhamos feito anteriorimente não apareceram nenhum problema ou imprevisto, o clima era de trabalho distendido e là a minha única ocupação era ter o atrezzo precisso para cada escena (a comida para o jantar, para o pequeno almoço, os doces da avô...) e ter diferenciado o guardarroupa.

Para mim foi uma experiência muito enriquecedora da qual acho que tenho aprendido muito: como solucionar problemas, imprevistos, compreender que é muito mais complicado a parte dos pre-filmagems mais que o esforço feito antes permite uma filmagem tranquila e sem incidente algúm. Também foi muito interesante fazer a direção artística duma família típicamente portuguesa porque como espanhol permitiu-me introduir-me melhor na cultura portuguesa, ver quais são as semelhanças e diferenças entre as duas culturas. E além de tudo isto a realiçadora e o desenvolvedor do projeto acham que o escenário ficou muito bem e cumplía com todas as necessidades que nós tinhamos, además de dar-lhe ao projeto uma imagen especial. Eu estou muito satisfeito com todas as actividades desenvolvidas. 

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