Direção de Arte
Num primer lugar o meu objetivo era ter
realizado o projeto que na cadeira de TAR eu estive a desenvolver como umo dos
nove projetos que saíram elegidos pelos profesores. No entanto não formou parte
dos quatro projetos finais, pelo qual eu tenía de procurar um outro e ter uma
função là. Nesta altura eu quis formar parte da equipa de “Ermelida, ou à culpa
é dos chineses” desenvolvido pelo Carlos Rosales a fazer a direção de arte do
filme. Não estive acompanhado por nenhúm assistente.
As primeras conversas foram sobre as
necessidades que o projeto tinha: precissávamos dum salão da casa duma família
de clase media-baixa, que poderíamos enquadrar num entorno rural numa aldeia do
norte do Portugal. Este quarto precissava de tres áreas: a zona da televisão com sofás e caderões que
tinha uma importância especial porque a personagem da avô ia abrir cada
sequência desde o seu caderão; a outra zona era para as refeições da família,
com uma mesa e algumas cadeiras; e a outra era uma zona intermedia, para o
ferro que numa altura aparece. Também falamos nestas conversas do estilo
visual, sempre tínhamos claro as referências: “A Gaiola Dourada” e “Qué Faz eu
à Deus?”. Mais não foram só referências de outros filmes, também utilicei um
archivo de imagems que o Carlos Rosales no qual aparecíam imagems de casas
antigas e da sua decoração: naperões, quadros de pretos a tocar instrumentos, o
menino a chorar de Bruno Amadio (o que para mí se convirtiou numa cosa
absolutamente necessária na nossa casa), e fotografías velhas. Nesta altura
também falamos de qual podería ser a melhor manera de fazer a construção do
escenário, e combinamos com o grupo que tinha as gravações antes de nós para
fazer-o juntos sob um mesmo plano de chão.
No princípio da construção do escenário ja
tivemos muitos problemas com o outro grupo. Mesmo que nós tínhamos chegado a
uma idea común para o mapa do chão, esta mudou no último momento e quando ja
estávamos mesmo no estúdio a construir as paredes tivemos de voltar a cambiar o
nosso disenho que tinha tres portas em total
(que ao princípio tentamos de arranjar ocultando uma das portas e
convirtiendo a outra num corredor) para estar acorde com o seu. Un lío. Outro
dos problemas foi que o papel de pared sobre o qual nos íamos pintar as paredes
não ficou bem e tivemos de tirar e colar uma outra vez em duas ocasiones mais.
Pelo qual aquela decisão de fazer conjunta esa parte por rações económicas não
resultou e no final foi ainda mais caro. Para os outros problemas que surgiram
durante a construção do escenário (cómo crear a janela e a porta) tivemos a inestimável ajuda dos rapazes da
oficina.
Para arranjar a mobília e o atrezzo
necessário partimos de três ideas: falar com teatros e organizações teatrais
(como o Teatro Turim) que puderam nos emprestar cenas para nosso projeto, falar
com os Emáus quem tem um almazém com infinidade de coisas e com os quais
poderíamos chegar a um arranjo (isto ja foi feito por alunos da lusófona em
projetos anteriores e dio-lhes jeito), ou também com a Produtora Plural. Finalmente decidimos de arranjar a
maior parte da mobília da Produtora Plural e as cenas de decoração e atrezzo do
filme dos Emaús, porque a função que eles fazem (recoger mobília para reparar-a
como projeto social) tinha mais a ver estilísticamente com a nossa família de
clase media-baixa. Là conseguimos arranjar, também, o menino a chorar que
preside o décor. Nesta parte do decorado também foram importantes as pequenas
coisas que cada um conseguía trazer que suas avôs emprestavam-lhes muito
caritativamente, assim como as flores de plástico que compramos e as molduras
para fotos antigas que eu estive a procurar na rede. Neste apartado tentei de seguir os conselhos
que a professora de Desenho de Produção dio-nos antes de começar com o projeto:
na decoração tentar de não caer em clichés, procurar a situação geográfica da
família, a sua clase económica e social, o seu lugar na aldeia, tentar de crear
profundidade no escenário.
Para o guardarroupa, asunto do qual eu também
estive ocupado fui a vários dos ensaios com os atores para ver os tamanhos dos
seus corpos e qué cores o tipos de roupa poderiam ficar-lhes melhor. Ista tarea
foi muito fácil porque ja com o guião na mão era muito fácil perceber as necessidades
de cada personagem enquanto ao guardarroupa.
As filmagems decorreram muito bem e a una
velocidade increível. Por causa do todo o trabalho que tínhamos feito
anteriorimente não apareceram nenhum problema ou imprevisto, o clima era de
trabalho distendido e là a minha única ocupação era ter o atrezzo precisso para
cada escena (a comida para o jantar, para o pequeno almoço, os doces da avô...)
e ter diferenciado o guardarroupa.
Para mim foi uma experiência muito
enriquecedora da qual acho que tenho aprendido muito: como solucionar
problemas, imprevistos, compreender que é muito mais complicado a parte dos
pre-filmagems mais que o esforço feito antes permite uma filmagem tranquila e
sem incidente algúm. Também foi muito interesante fazer a direção artística
duma família típicamente portuguesa porque como espanhol permitiu-me
introduir-me melhor na cultura portuguesa, ver quais são as semelhanças e
diferenças entre as duas culturas. E além de tudo isto a realiçadora e o
desenvolvedor do projeto acham que o escenário ficou muito bem e cumplía com
todas as necessidades que nós tinhamos, además de dar-lhe ao projeto uma imagen
especial. Eu estou muito satisfeito com todas as actividades desenvolvidas.
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